R.I.R. com PSD e CDS

Sabe-se que estas autárquicas, no Funchal, podem ser decididas por margem curta. Cada voto conta. Seja com o R.I.R ou com outra origem qualquer.

Dizem que Roberto Vieira, a "cara" do partido R.I.R. na Madeira, vai em terceiro lugar na lista da Coligação PSD/CDS à Assembleia Municipal do Funchal. Não sei se é verdade, a lista tem realmente um Roberto Vieira e com a mesma idade, 50 anos, pode ser e pode não ser. Não investiguei, às tantas estou a perder algumas das faculdades jornalísticas e ando aqui a ver a "banda passar".
Mas pensei, não sei se pensei bem, mas pensar já é uma tarefa pouco habitual nos tempos que correm e por isso é bom. Se calhar, se fosse verdade, já tinha sido publicado naqueles jornais privados e independentes, que recebem uma "pipa" de massa para darem notícias em "primeira mão", com os "cromos" todos ali sem falhar. Mas também pensei, por outro lado, que esta notícia, a ser verdade, até é bom que passe ao lado, ao lado das pessoas e, às tantas, ao lado dos militantes do CDS, porque certamente as cúpulas daquele partido sabem muito bem como se fazem os "negócios" das listas. Como dizia Jardim, o que serve para muita coisa, "ajudei, ajudem-me".
Não vem outro mal ao mundo, a ser verdade, que o Funchal Sempre à Frente ou a Coligação Confiança ou qualquer outra coligação possam negociar a composição das listas, sobretudo quando não há maioria garantidamente absoluta e o parceiro, no caso o CDS, não assegura que o resultado final seja mesmo uma mera soma das partes relativamente a número de votos do passado autárquico. Trata-se de uma grande incógnita saber quanto valem os dois partidos depois da coligação governamental. Não vamos saber já, o resultado das autárquicas pode dizer pouco quanto a isso, a menos que a coligação tenha menos votos do que aqueles obtidos pelo PSD a concorrer sozinho.
Por tudo isso, o CDS até compreende que, a ser real esta "aquisição" do "independente" que é do R.I.R. (ainda estou a pensar como se pode classificar de independente um elemento que é líder de um partido na Região), o PSD sinta necessidade de contar nem que seja 1%. Sabe-se que estas autárquicas, no Funchal, podem ser decididas por margem curta. Cada voto conta. Seja com o R.I.R ou com outra origem qualquer.
É muito difícil resistir à tentação que os trocadilhos que as siglas do partido R.I.R. proporcionam, como por exemplo é de RIR. As siglas significam "REAGIR ao descontentamento social e ao desânimo ideológico; INCLUIR os cidadãos nas decisões do bem comum; RECICLAR a democracia".
É difícil resistir a esses trocadilhos, mas prometi manter essa resistência até final do texto. Não sei se vou conseguir, mas ficam já a saber que, se não conseguir, não foi intencionalmente. Pode ser pelo tal desânimo ideológico relativamente aos "jogos de cintura" que a política faz tão bem e tão mal, ou pela necessidade de reciclar a democracia, tarefa que os partidos fazem tão mal pela agência de recrutamento, estrutural ou pontual, em que se tornaram.
Pedimos desculpa por esta "interrupção" nos "negócios" partidários. As eleições autárquicas seguem dentro de momentos. Era esta a mensagem, há muitos anos, que a RTP resolvia colocar no ar sempre que havia um problema técnico - "Pedimos desculpa por esta interrupção, a emissão segue dentro de momentos". E na época, os problemas técnicos eram a cada meia hora.
Os problemas, agora, são outros...
Nota: reparei agora, quando terminei o texto, que tinha prometido não fazer trocadilhos com a sigla do partido R.I.R.
Afinal, tem o título. Ficam a saber que não é bem o que está lá. Já estou como os partidos, é só promessas.



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