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Reabilitação urbana com "luz verde" do IHRU para avançar em Santa Luzia e no Monte

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
24 de jan. de 2021
2 min de leitura

Investimento público no vale da Ribeira de João Gomes e na Corujeira e Tornos é de 23,7 milhões. Miguel Gouveia revela existência de condições para reabiiitar a Quinta do Monte



A Câmara Municipal do Funchal vai avançar

com a execução das Operações de Reabilitação Urbana (ORU) em Santa Luzia, no vale da Ribeira de João Gomes, e no Monte, na zona da Corujeira e Tornos, na sequência do parecer favorável do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU).

A informação foi veiculada pela plataforma online da Autarquia Funchal.pt, onde são referidos pormenores dessa execução, designadamente no vale da Ribeira de João Gomes, onde é pretendido "tornar o território mais inclusivo, melhorando as condições de vida e bem-estar da população residente e reforçando a capacidade de atrair e fixar novos habitantes, utilizadores e visitantes".

Segundo a mesma informação, "o investimento público previsto é da ordem de 18,3M€, valor esse que será alavancado com o investimento de particulares, que se calcula em cerca de 4,7M€, estimado a partir da quantidade de edifícios muito degradados ou em ruína".

No Monte, na zona da Corujeira e Tornos, o objetivo "é recuperar a identidade das Zonas Altas do Funchal, criando uma dinâmica sustentada de reforço da sua posição na cidade, de crescimento económico e desenvolvimento social e cultural".

Este investimento público previsto "é da ordem de 5,4M€, valor por sua vez reforçado com o investimento de particulares, que se calcula em cerca de 4,8M€, calculado a partir do património edificado existente".

O presidente da Autarquia revela que existem “dezenas de ações previstas, incluindo a requalificação de acessibilidades, a criação de jardins, miradouros, áreas de lazer e áreas de estacionamento, e uma grande incidência na promoção da reabilitação do património edificado, criando condições, por exemplo, para a reabilitação da Quinta do Monte”.

No mesmo site, é lembrado que no cumprimento do Regime Jurídico da Reabilitação Urbana, a Câmara Municipal do Funchal teria três anos para aprovar as ORU em causa. Todavia, Miguel Silva Gouveia explica que “dadas as características destas áreas, nomeadamente no que concerne a zonas de risco, quer ao nível das arribas e vertentes, com perigo de desmoronamento de rocha, quer ao nível dos incêndios, mais propagáveis em terrenos baldios com construções em mau estado, tornou-se urgente a aprovação destas novas Operações de Reabilitação Urbana, e conseguimos fazê-lo ao fim de um ano de trabalho, passando de imediato à ação.”

 
 
 

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