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Receita do Governo Regional tem quebra de 8,2% até final de agosto

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
25 de set. de 2020
2 min de leitura

A despesa efetiva do Governo Regional, "diminuiu 14,1% entre 2019 e 2020, nos primeiros oito meses do ano, o que reflete a acentuada diminuição dos encargos com dívida comercial


O Boletim de Execução Orçamental de agosto, na Região, revela que "face à atual conjuntura, a receita efetiva do Governo Regional diminuiu 8,2% até ao final de agosto de 2020, comparativamente ao período homólogo de 2019, em virtude da evolução descendente evidenciada pela componente fiscal (-9,3%), e não fiscal (-5,5%)".

Na componente fiscal, assinala-se a tendência decrescente verificada quer ao nível da tributação indireta (-3,7%), quer ao nível da tributação direta (-22,1%). Ao nível da fiscalidade direta, a variação negativa, em termos homólogos, ocorre em consequência do comportamento descendente dos impostos sobre o rendimento das pessoas coletivas (-44%) e das pessoas singulares (-4,8%), refletindo a política de flexibilização de pagamentos previstas na Lei nº 27-A/2020, art.º 12.º, e Lei n.º 29/2020, art.º 2.º, que suspende temporariamente os pagamentos por conta em sede de IRC de 2020.

O mesmo documento refere que "na componente não fiscal sobressai o decréscimo evidenciado ao nível das Transferências, devido à diminuição das transferências para a Região no âmbito do Fundo de Coesão para as regiões ultraperiféricas, conforme disposto no artigo 49.º da Lei de Finanças das Regiões Autónomas, a par do decréscimo nas Taxas, multas e outras penalidades (-2,8 milhões de euros) e nas Vendas de bens e serviços correntes".

A despesa efetiva do Governo Regional, "diminuiu 14,1% entre 2019 e 2020, nos primeiros oito meses do ano, o que reflete a acentuada diminuição dos encargos com dívida comercial, por força da regularização, em 2019, de vários Acordos de Regularização de Dívida e com os juros do PAEF-RAM, assim como, a diminuição dos encargos com a Aquisição de bens e serviços correntes, fundamentalmente inerente ao decréscimo dos encargos com as SCUTS. A evolução destes dois agrupamentos da despesa contrabalançou a evolução ascendente das despesas decorrentes dos apoios no âmbito do COVID-19, mais expressivas nos agrupamentos das Transferências correntes e Subsídios".

Uma nota da vioce presidência revela que "é de realçar que, à semelhança do ano anterior, mais de metade da despesa (mais precisamente 61,8% da despesa total), foi canalizada para a área social, onde se destaca o setor da Saúde com uma execução orçamental de 214,6 milhões de euros e a Educação com 222,6 milhões de euros, e que representam, no seu conjunto, 89% das despesas em funções sociais. O passivo acumulado da Administração Pública Regional reportado ao final de agosto de 2020 ascendia a 140,2 milhões de euros, dos quais 41,9 % são respeitantes a obrigações do Governo Regional. Até 31 de agosto, comparando com 31/08/2019, a Região diminuiu os passivos em 14,0 milhões de euros, tendo os pagamentos em atraso registado uma variação de 27,2 milhões de euros".

 
 
 

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