Recolher acaba no fim de abril se Marcelo fizer só uma renovação de "emergência"

Próximo "estado de emergência" vai de 16 a 30 de abril e o Presidente da República espera que seja o último

Reunião de hoje no Infarmed revelou que estão a aumentar os casos por dia
"Se me perguntam o que eu mais desejaria, eu desejaria que fosse a última renovação do estado de emergência, coincidindo com o fim do mês de abril". Este era o desejo do Presidente da República dias antes da renovação do estado de emergência no País, para vigorar entre 16 e 30 deste mês. Hoje, Marcelo está a ouvir os partidos e segue-se todo o processo de nova renovação. Outras renovações futuras dependem da evolução pandémica, hoje analisada na habitual reunião no Infarmed. Há mais contactos, exceção para o escalão com mais de 70 anos, além do factor positivo da vacinação. O RT está acima de 1, o que é resultado não só do período da Páscoa, mas também da retoma das aulas presenciais.
Relativamente à Madeira, é certo que vai aguardar o aligeirar das medidas, ou não, depois de 14 dias após o 12 de abril, dia em que passaram a estar todos os graus decensino em regime presencial. O que significa que daqui a 14 dias corresponde ao final do mês de abril, altura em que o País discute se renova ou não o estado de emergência.
Se o País não renovar o estado de emergência, como desejou Marcelo, isso representa a "queda" de todas as medidas que tenham a ver com a liberdade de circulação, incluindo o recolher obrigatório na Madeira, que só será possível manter em situação de estado de emergência, ainda que declarações mais recentes do Chefe de Estado tenham admitido mais uma renovação até meados de maio, altura prevista de mais uma fase de desconfinamento no País.
Claro que se a Região pretender acabar antes, pode fazê-lo porque está em curso o estado de emergência.



Comentários