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"Restauração para o abismo e o governo diz que está tudo bem", desabafa empresário

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
19 de jan. de 2021
2 min de leitura

Dário Silva: "Amanhã, as empresas mais afetadas pela pandemia "restauração" vão ter de pagar centenas de euros em impostos (TSU, IRC, IVA, etc)"


Depois da concentração de ontem, na Quinta Vigia, onde alguns empresários se concentraram para deixar uma mensagem de falência da economia com o encerramento das empresas. Alguns dos presentes explicaram a razão de muitos ausentes com o "medo" de darem a cara, uma questão pertinente e que se julgava ser um exclusivo de "águas passadas", que parece continuarem a "mover moinhos". Uma característica de meios pequenos, fortemente dependentes dos poderes públicos, ainda mais em períodos de crise, como é o caso.

Efetivamente, neste contexto de desafio sanitário, que arrasta um gigantesco problema económico, as empresas estão num sufoco em busca da sobrevivência. Para mais, numa região onde predomina o regime de pequenas e médias empresas, sem grande folga de tesouraria e com um quadro permanente de incerteza, que tem andado sempre com o espectro do encerramento. Já aconteceu a muitos, certamente estará a acontecer a outros, é o que vai acontecer a mais num futuro mais ou menos próximo. Mesmo com apoios, que são sempre bem vindos, mas que, em muitos casos, constituem paliativo para o inevitável, o fechar as portas, para desespero dos empresários e dos trabalhadores, de que a restauração é um setor particularmente atingido, num contexto em que o turismo parou e os residentes ficam mais em casa, por consequência das medidas de contenção à Covid-19.

O pequeno, mas elucidativo, testemunho, de um dos empresários sem medo do peso das palavras, volta a colocar o que podemos dizer como "dedo na ferida", relativamente à recente medida do Governo Regional de encerrar quase tudo às 18 horas durante a semana e às 17 horas aos fins de semana. Ainda assim, melhor do que no continente, que fecha restaurantes e bares, mesmo os situados em centros comerciais.

Dário Silva, responsável pela gerência do grupo Café Teatro, com vários estabelecimentos de restauração pela Região, reagiu hoje no Facebook, lembrando que "amanhã, as empresas mais afetadas pela pandemia "restauração" vão ter de pagar centenas de euros em impostos (TSU, IRC, IVA, etc). Será mais um passo para o abismo. O Governo diz que está tudo bem...F".

O empresário termina com uma palavra que não publicamos por uma questão de princípio e por não acrescentar nada ao essencial da informação, mas que é bem reveladora do desespero que se apoderou dos empresários, num momento em que ocorre novo encerramento, aos poucos, mas cujos efeitos são completamente imprevisíveis.

O drama segue com novos episódios. Só não se sabe quando e quantos...

 
 
 

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