Rodrigues chegou-se à frente com Rui Barreto em silêncio sobre descalabro do CDS

Presidente do partido na Madeira pode vir a protagonizar uma alternativa desde o único ponto do país onde o CDS é governo.

O CDS Madeira quer passar "entre os pingos da chuva" neste "temporal político" que arrasou o partido a nível nacional. O partido fundador da democracia afundou-se como nunca e nem um deputado conseguiu eleger. Nem o tempo em que era ridicularizado com o "partido do táxi" se conseguiu ser tão mau como agora.
Na Madeira, o partido está em silêncio, Rui Barreto nem se fala, prefere relevar esta "balsa de salvação" que é integrar o Governo Regional. Atitude diferente teve José Manuel Rodrigues, que não perdeu tempo a lamentar, mas ao mesmo tempo surge como um foco que poderá ter expansão nacional se o partido quiser aproveitar a mais valia da Madeira, onde o CDS pode mostrar uma "bandeira" de governo, que pode ser útil num relançamento nacional de um partido histórico e com um presidente demissionário. Não é fácil, mas não é impossível.
José Manuel Rodrigues já veio a público lamentar este resultado nacional e assumir a defesa dos valores da Democracia Cristã, a essência do partido. E sabe-se que a perspetiva de liderança nacional não desagrada ao atual presidente da Assembleia Regional e presidente do CDS Madeira, um estratega político de reconhecidos méritos, com o maior ganho nas negociações da governação regional, além de manter uma ação bem distinta dos seus antecessores no Parlamento Madeirense, dando a este visibilidade e, também ele, tendo um protagonismo muito grande no âmbito da política regional.
Claro que para dar o salto até ao partido nacional, se esse for o seu entendimento, Rodrigues precisa de avaliar apoios. Sem uma certeza quanto a essa parte importante, bem como a garantia de ser mais valia, não avança. Mas uma carreira nacional deverá estar nos horizontes de José Manuel Rodrigues.
A parte financeira, independentemente do líder, é uma questão que deverá vir para cima da mesa num futuro próximo, sobretudo porque não há representação parlamentar. Mesmo assim, A subvenção pública anual é atribuída aos partidos que angariarem, pelo menos, 50 mil votos, mesmo que não consigam eleger um deputado. Consiste num valor equivalente à fração 1/135 do valor do IAS, por cada voto obtido na mais recente eleição de deputados à Assembleia da República, refere uma nota publicada pelo jornal online Eco.
O mesmo jornal adianta que "a soma de todas as fatias provenientes das subvenções públicas aos partidos confere a cada voto nestas legislativas um valor de cerca de 12,88 euros, ao qual acresce a parcela de 20% que, por ser igualmente repartida entre os partidos que garantem assento parlamentar, não depende da orientação de voto para ser atribuída".



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