Rodrigues otimista mas com muitos "ses" de alerta ao governo e ao povo

O presidente da Assembleia foi ao Dia do Concelho com otimismo no futuro da Madeira. Se... "Se conseguirmos manter esta retoma; se aplicarmos bem as elevadas verbas do PRR; se alcançarmos uma boa execução do novo Quadro
Comunitário de Apoio 2023-2030

O presidente da Assembleia Regional, como se sabe do CDS, já nos habituou a uma forma de estar diferente dos seus antecessores. Primeiro, tem uma agenda própria e alargada, com presença diária; seundo, discursa nas sessões solenes dos concelhos; terceiro, não põe "panos quentes" para lançar alertas à governação, onde o seu partido é parceiro e à conta da qual está na liderança do Parlamento.
Pois bem, José Manuel Rodrigues foi à sessão solene do dia do concelho de Machico falar nas dificuldades acrescidas, para as famílias e empresas, resultantes de uma guerra, na Ucrânia, quando ainda não estamos recuperados da pandemia, falou ainda na retoma visível de vários setores, entre eles turismo e imobiliário, mas também levou en muitos "ses" para o futuro, que envolve por um lado o Governo, mas por outro o povo.
Diz Rodrigues que "a designada estagflação que já vinha a germinar com a pandemia, com paralisia económica, preços a disparar e juros a aumentar, pode ganhar uma outra dimensão, se esta guerra se prolongar, e ameaça o crescimento económico que se previa para os próximos anos.
Esta realidade é, já hoje, sentida pelos trabalhadores, que veem o seu poder
de compra diminuir face ao aumento de preços dos bens essenciais, é verificada pelas famílias quando estas se debatem com prestações mais altas de crédito de habitação e é registada pelas empresas que se confrontam com o crescimento dos custos dos combustíveis e das matérias primas".
Os "ses" do líder do Parlamento são estes: "Se conseguirmos manter esta retoma, se aplicarmos bem, e com caráter
reprodutivo, as elevadas verbas do Programa de Recuperação Económica e
Resiliência; se alcançarmos uma boa execução do novo Quadro
Comunitário de Apoio 2023-2030; se a União Europeia der corpo e músculo
à nova Estratégia para as Regiões Ultraperiféricas, então, há fundadas
esperanças de que podemos lançar um novo período de prosperidade e
desenvolvimento nas nossas ilhas.
Dirão os pessimistas que são muitos «ses», e é bem verdade; ripostarão os otimistas que não há razões para duvidar das nossas capacidades, e é igualmente certo"; mas esclarecerão os realistas que o sucesso deste novo ciclo não depende
apenas de nós, mas a verdade é que será, sobretudo, o resultado do trabalho de todos os madeirenses e porto-santenses".
Este desafio, refere José Manuel Rodrigues, de iniciar um novo ciclo de
progresso na nossa Região, "exige uma grande articulação entre Governo e
autarquias, empresas e trabalhadores, instituições e famílias, para que esse
ciclo venha a representar um salto qualitativo nos nossos níveis de vida,
redistribuindo com mais justiça a riqueza criada, criando emprego qualificado e mais bem remunerado, e gerando novas oportunidades para todos.
Tal como outrora ultrapassámos tantos horizontes; tal como no passado
vencemos tantos obstáculos, estou certo de que voltaremos a estar à altura
da tarefa gigante, mas igualmente estimulante, que temos pela frente, de
criar uma terra mais justa e fraterna para cada um dos nossos concidadãos".



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