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Santa Cruz a pagar os radares do Aeroporto acabou com a "inércia" e com a "pasmaceira"

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
5 de mar. de 2021
2 min de leitura


Élvio Sousa: "Eduardo Jesus perdeu-se, no grupo de trabalho, e quem lá esteve nem abriu a boca perante a proposta da Câmara Municipal de Santa Cruz"




Não tem muito tempo que o presidente da Câmara de Santa Cruz enviou uma carta ao primeiro-ministro a manifestar a importância de haver celeridade na aquisição de radares para o Aeroporto Internacional da Madeira, que segundo pareceres técnicos, são determinantes para manter a operacionalidade durante mais tempo. Filipe Sousa criticava a República, mas também lançava críticas ao Governo Regional, por alimentar contenciosos em vez de soluções. O próprio presidente da Câmara avançou com a possibilidade de comprar os radares, o que colocava os poderes de decisão numa posição delicada. Com isso, o que faltaria para decidir?

Depois desta tomada de posição pública, tanto o Governo Regional como o partido que o suporta, o PSD, vieram expressar a mesma necessidade, entendendo que a República deveria assumir os custos dessa operação.

Hoje, Élvio Sousa, deputado do JPP no Parlamento Madeirense, veio dar a sua posição ao dizer que "está descoberto o desconforto pelos "radares" do Aeroporto da Madeira, perante a proposta de Filipe Sousa, em avançar com 3 anos de pasmaceira e de inércia! O PSD perdia, então, mais pólvora, para manter o contencioso com a República".

O parlamentar diz que "a proposta de Santa Cruz quebrou a retórica reinante, a inércia institucional para resolver de forma clara e consistente os problemas do país, e da Região. Colocou o assunto na ordem do dia".

Élvio Sousa lembra que "Eduardo Jesus afirmou que já havia manifestado a intenção do Governo Regional adquirir os equipamentos. Perdeu-se, no grupo de trabalho, e quem lá esteve nem abriu a boca perante a proposta da Câmara Municipal de Santa Cruz".

Deixa uma mensagem final: "Com o respeito pelos pontos de vista de cada qual, para mim ficou evidente que as cabecinhas tecnocratas se sobrepuseram às pragmáticas. Aqui, a experiência e o sentido prático dos autarcas - a melhor escola dos executivos - suplantou toda a teórica e calculismo".


 
 
 

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