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  • Henrique Correia

Santa Cruz poderia ainda estar a fazer muito mais se o Governo pagasse o que deve


Filipe Sousa toma posse com as "armas" todas direccionadas à Quinta Vigia: "Ausência de contratos-programa e os truques nos fundos europeus".




Filipe Sousa vai para o último mandato à frente da Câmara de Santa Cruz. Nova maioria e novo feito, deixar o PSD a meio caminho da reconquista da Autarquia. E ba posse, o autarca agradeceu ao povo e foi ao povo "recrutar" um representante do Governo Regional, que não recebeu convite porque a hostilidade é grande e Filipe Sousa mostrou um conjunto de situações que levam a esse "divórcio".

O presidente da Câmara tem tudo apontado e o PSD já sabia que ia ser difícil recuperar a Câmara. Apostou num peso médio para não queimar um peso pesado. Brício Araújo foi a "lume brando" mas mesmo assim saiu "chamuscado", não pode ir a votos por uns tempos.

Filipe Sousa, na posse, disse que "Santa Cruz poderia ainda estar a fazer muito mais se o Governo Regional nos pagasse o que deve. Se pagasse o que deve ao povo deste concelho nos terrenos do Parque Empresarial da Cancela e na devolução do IRS e do IVA que nos pertence e que o Governo Regional continua a reter indevidamente e em prejuízo do povo. Ao todo são quase oito milhões de euros que estão a roubar a Santa Cruz, que estão a roubar a todos vós". Mas há mais: "Como a ausência de contratos-programa e os truques nos fundos europeus. Veja-se o caso das verbas disponíveis para o combate às perdas de água através do POSEUR.

No último Aviso estavam disponíveis 12 milhões de euros, com as seguintes regras de distribuição:

a) 5 milhões para concelhos com mais de 90.000 habitantes – como só há um a preencher esse requisito, direitinhos para o Funchal;

b) Um milhão por concelho, com um máximo de 5 milhões por entidade gestora. Como, por uma fantástica coincidência, a ARM gere 5 concelhos, mais 5 milhões alocados.

Conclusão: sobraram 2 milhões para os restantes concelhos, tendo Santa Cruz se candidatado (com sucesso, diga-se) ao milhão que, generosamente, ainda lhe coube.

Mas analisem-se melhor esses números: Tendo Santa Cruz mais de metade da população dos concelhos geridos pela ARM como é que teve direito a apenas 20% do valor candidatável pela ARM? Tendo 6 vezes mais população que Santana, porque é que a ARM pôde receber, para esse concelho, o mesmo milhão que Santa Cruz?

Como se prova, mesmo nesta distribuição de fundos há uma desigualdade gritante que, mais uma vez, vem prejudicar Santa Cruz".

Filipe Sousa diz que "felizmente, a população está bem informada e já não se deixa ir na “cantiga do bandido”. E foi isso que o resultado destas eleições deixou bem claro. Eu e a minha equipa sentimos a nossa legitimidade reforçada com o vosso apoio. E é com o povo deste concelho que queremos fazer mais.

Este é o meu último mandato, e este é também o momento de consolidar o nosso projeto. Temos mais quatro anos de trabalho pela frente e o que nos vai orientar será sempre o trabalho, a verdade e a transparência".

Lembrou o passado: "Em 2013 iniciámos uma nova forma de estar na política pelas pessoas e com as pessoas. Iniciámos um trabalho sério de recuperação infraestrutural, urbanística, social, ambiental.

Este caminho vai continuar e Santa Cruz vai crescer. Vamos fazer mais no social, na reabilitação urbanística, na coesão ambiental, na marca santa Cruz.

Vamos melhorar a vida das pessoas que precisam de apoio, vamos melhorar a qualidade de vida no nosso concelho com mais investimento nas redes viárias, com mais investimentos nos nossos centros urbanos e zonas de lazer, vamos continuar a apostar no ambiente e na recolha seletiva, vamos continuar a recuperar nas perdas de água e a modernizar as nossas redes de saneamento".


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