Será assim tão difícil a Miguel Gouveia aceitar opiniões diferentes da sua?, reage José Prada

No centro da discussão está a sessão solene do Dia da Cidade, 21 de agosto, onde não está prevista a intervenção do representante do Governo

O secretário-geral do PSD-Madeira, José Prada, veio hoje a público insurgir-se contra a atitude do presidente da Câmara do Funchal, que decidiu a sessão solene comemorativa do Dia da Cidade, amanhã, 21 de agosto, no Teatro Municipal, alegando restrições para não incluir uma intervenção do representante do Governo, no caso o vice-presidente. A sessão solene tem sido feita, habitualmente, na Praça do Município, sendo que o Governo estranha que, este ano, por maioria de razão devido à pandemia, a cerimónia não ocorra no exterior.
Hoje, Pedro Calado tinha afirmado ao DN Funchal o seu lamento pela "atitude discriminatória e de desrespeito institucional por parte da Câmara do Funchal ao querer amordaçar o executivo regional". A atitude, diz Calado, "roça tiques de despotismo".
Há pouco, em reação, José Prada questiona: "Afinal do que é que tem medo o Presidente da Câmara Municipal do Funchal? Será assim tão difícil a Miguel Gouveia aceitar opiniões diferentes da sua? Ou será que acha que é a silenciar e a fugir do confronto político - salutar, necessário e base de evolução - que se mantém no poder e passa entre os pingos da chuva?"
Prada não poupa Miguel Gouveia: "Não, não é. Depois de interromper e sair a meio de Assembleias Municipais, de não promover as reuniões camarárias que lhe competem para ouvir os vereadores legitimamente eleitos da oposição e depois de viver no “faz de conta” que nada acrescenta à nossa cidade, esta atitude, além de lamentável, é grave.
É grave e deixa evidente mais um exemplo do desrespeito deste Executivo pelas instituições e da postura antidemocrática com que o Município do Funchal infelizmente é gerido. Os funchalenses merecem mais".



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