Sindicato com o SESARAM para avaliar escusa dos enfermeiros
- Henrique Correia

- 26 de jun.
- 2 min de leitura
Escusa da quase totalidade dos profissionais do Serviço de Medicina Intensiva do Hospital Nélio Mendonça junta-se às escusas no "João de Almada", com instalação de 30 utentes para uma cave sem condições.

Uma reunião agendada para a próxima semana, entre o SESARAM e o Sindicato Democrático dos Enfermeiros, visa a abordagem de questões que ultimamente têm motivado uma reação dos profissionais no Serviço Regional de Saúde, designadamente o facto de a
quase totalidade dos enfermeiros do Serviço de Medicina Intensiva do Hospital Nélio Mendonça ter pedido escusa de responsabilidade por estarem "preocupados com a qualidade e segurança do serviço que prestam a doentes que exigem cuidados cada vez mais complexos".
Esta situação surge num contexto em que a Ordem também confirmou a existência de onze escusas de responsabilidades por parte dos enfermeiros do Hospital João de Almada, que se queixam da falta de condições e denunciam a transferência de 30 utentes, em situação de alta clínica, para uma cave onde não existem as mínimas condições, nem para utentes nem para o exercício do trabalho dos profissionais.
Segundo a estrutura sindical, referindo a escusa no "Nélio Mendonça", acresce a esta complexidade o facto de, na última década, este serviço quase ter duplicado o número de camas, mas sem que o número de enfermeiros tivesse o correspondente aumento. O resultado atual é que o trabalho extraordinário se tornou norma, elevando o cansaço e desgaste físico e psicológico destes colegas para níveis insuportáveis".
O SINDEPOR não podia deixar de estar "solidário com estes colegas, exigindo a normalização das condições de trabalho num serviço tão exigente como é o de Medicina Intensiva".
O foco do SINDEPOR, diz a nota emitida, "é e sempre será, os nossos colegas, bem como a manutenção da sua confiança. Não temos, nem nunca tivemos, uma postura de confronto. Pelo contrário, pautamo-nos pela procura de soluções construtivas e continuaremos firmes nesse caminho. Porque mudar é preciso".



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