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Sindicato escreve a autarcas: "Não descarreguem na polícia e nos comandantes"

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
31 de ago. de 2022
2 min de leitura


"É na dinâmica diária que não se pode aceitar que ainda existam autarcas que, perante determinados problemas, assumam posições irrealistas".




Na véspera do Dia do Comando Regional da PSP, a 1 de setembro, a estrutura sindical de polícia decidiu enviar a todos os presidentes de Câmaras Municipais do País, onde a Polícia de Segurança Pública opera, uma carta que, no essencial, pede menos críticas aos polícias e aos comandantes e mais críticas ao Governo".

"É na dinâmica diária que não se pode aceitar que ainda existam autarcas que, perante determinados problemas, assumam posições irrealistas e que, ao invés de ajudar na resolução dos

problemas, apenas os agudizam”, acusa a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, que exemplifica: “Não podemos aceitar que V. Exas se ofendam ou mostrem insatisfação com problemas

diversos como a falta de efetivo e “descarreguem” o vosso descontentamento nos comandantes locais através de discursos inflamados, quando bem sabem as origens e/ou causas desses problemas”, refere um artigo do Expresso.

A mesma informação revela que há poucos meses, o Ministério da Administração Interna apresentou como solução para a falta de meios a instalação de unidades móveis. A primeira carrinha avariou. Mas não é por isso que a ASPP está contra: “Não podem nunca aceitar pacificamente soluções (…) que implicam consumo de mais recursos humanos.

Com isso não podem conseguir o vosso silêncio, isso será sempre colocar em causa a vossa idoneidade e honestidade pois, (…) o problema não foi resolvido e a solução não só é desadequada

como agudiza mais o problema que visou resolver...Estamos a falar do caso do presidente da Câmara do Porto, Rui

Moreira, por exemplo, que se mostrou contente com o facto de ter aberto uma unidade móvel depois do fecho da esquadra do Infante”, pormenoriza Paulo Santos. “Ou de Carlos Moedas,

quando disse que se não houvesse PSP, devia chamar-se a GNR”.

“Dá a impressão que a culpa é dos polícias que não querem trabalhar, ou dos comandantes que não querem trabalhar”, adianta a notícia do Expresso.

Recorde-se que o presidente da Câmara Municipal do Funchal anunciou recentemente ter escrito uma carta ao ministro da Administração Interna no sentido de sensibiza-lo para o reforço de policiamento na capital madeirense em virtude do agravamento dos problemas de segurança em pontos estratégicos do Funchal.

O Dia do Comando Regional, a 1 de setembro, seria uma oportunidade de reivindicação das pretensões da Região, mas Lisboa mandou uma secretária de Estado em nome do ministro, com outros afazeres. A governante vem à Madeira e pode trazer na bagagem alguma novidade em termos de segurança para a Madeira.

 
 
 

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