Sistema de 10 milhões monitoriza derrocadas e aluviões

Na vertente da vigilância dos fogos florestais, o Sistema avalia em tempo real o nível probabilístico da ocorrência de incêndios em qualquer ponto da ilha


São dez milhões de euros de investimento para dar corpo ao sistema de prevenção de aluviões e incêndios, o SIMARN, O Sistema Integrado de Monitorização e Alerta de Riscos Naturais da Região (SIMARN), hoje apresentado a Miguel Albuquerque.
O objetivo é monitorizar derrocadas e aluviões em condições climatéricas adversas ou de precipitação prolongada, indica os locais de risco através de uma plataforma gráfica de fácil leitura desenvolvida para esse efeito específico e informa, a cada momento, o estado das diversas variáveis geofísicas que interessam à quantificação dos riscos.
Como refere uma nota publicada pelas plataformas digitais do Governo, "na vertente da vigilância dos fogos florestais, o Sistema avalia em tempo real o nível probabilístico da ocorrência de incêndios em qualquer ponto da ilha da Madeira em função das condições meteorológicas, deteta autonomamente os pontos de ignição nas áreas sob vigilância e posiciona as respetivas coordenadas geográficas na mesma plataforma gráfica".
Diversas câmaras de videovigilância permitem visualizar, a cada momento, as condições dos escoamentos fluviais nas ribeiras já monitorizadas e avaliar riscos de galgamento de margens e de inundação, estando também o Sistema equipado com um outro conjunto de câmaras comandadas por via remota para televigilância de áreas florestais.
No que respeita à deteção remota e televigilância de fogos apenas as áreas florestais dos municípios da Calheta, Porto Moniz, Ponta do Sol, São Vicente e Funchal estão controladas. A extensão do Sistema à totalidade do território regional até ao final de 2023, inícios de 2024, é um dos objetivos do Laboratório Regional de Engenharia Civil, estando a sua prossecução dependente da disponibilidade de financiamento.



Comentários