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Sá Carneiro: a melhor homenagem não é só evocar, é praticar princípios

henriquecorreia196
5 de dez. de 2022
3 min de leitura

Parece que dizer o partido de Sá Carneiro é suficiente. Não é. O saudoso líder teve frases importantes mas é preciso praticá-las.





O atual líder do PSD, Luís Montenegro, com Conceição Monteiro, a secretária de Sá Carneiro.


Francisco Manuel Lumbrales de Sá Carneiro foi advogado e político, fundador e líder do Partido Popular Democrático/Partido Social Democrata, e ainda primeiro-ministro durante cerca de onze meses, em 1980. Morreu a 4 de dezembro num acidente aéreo, ainda hoje por explicar. Ia para o Porto, para um comício de Soares Carneiro candidato apoiado pelo PSD à Presidência da República, que viria a perder para Ramalho Eanes.

Na tragédia de Camarate, morreram, além de Sá Carneiro, a sua companheira Snu Abecassis, o ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa e a sua mulher Maria Manuela Pires, o chefe de Gabinete de Sá Carneiro, António Patrício Gouveia, e os pilotos Jorge Albuquerque e Alfredo de Sousa.



O homem que fundou o PPD com Francisco Pinto Balsemão e Magalhães Mota, passou a ser uma referência do partido, provavelmente mais uma espécie de reserva moral que os dirigentes acionam para mobilizar as "hostes" e para dar credibilidade que Sá Carneiro dá quando é evocado. Parece que dizer o partido de Sá Carneiro é suficiente. Não é. O saudoso líder teve frases importantes mas é preciso praticá-las. E esta que aqui reproduzimos, do próprio PSD, é exemplo disso: "Democrata é aquele pratica a Democracia e não aquele que dela apenas se reivindica".



Mas há mais, muito mais, como aqui publicamos de uma pesquisa que o "amigo" Google permite quando não se sabe tudo sobre um assunto. Há um espaço de frases de Sá Carneiro que muitos políticos deveriam praticar mais do que apenas dizer nas evocações quando dá jeito trazer o nome de Sá Carneiro para o debate político.

Ligado eternamente à vida do partido, Sá Carneiro tinha ideais, tinha projetos. E como qualquer político, que umas vezes está por cima e outras vezes por baixo, nunca se chegará a saber que carreira teria se não fosse este trágico acidente que lhe tirou a vida e sobre o qual pouco se sabe não sabemos bem porquê. A Justiça não funcionou. Existem muitas interrogações e conformismo que o tempo diluiu sem apagar. Ficaram as memórias de um respeito político acima dos partidos. E hoje faz-se tão pouco acima dos partidos...



Os dados permitem lembrar que "foi o primeiro secretário-geral do partido e, em outubro de 1976, após a reforma dos estatutos, o primeiro presidente do partido, que então passou a designar-se Partido Social Democrata (PSD). Foi Ministro sem pasta e Ministro Adjunto do Primeiro-ministro no I Governo Provisório, seria eleito deputado à Assembleia Constituinte em 1975 e, em 1976, eleito deputado (na I Legislatura) à Assembleia da República. Em novembro de 1977, demitiu-se da presidência do partido, mas seria reeleito no ano seguinte para desempenhar a mesma função.

Em finais de 1979, criou a Aliança Democrática, uma coligação entre o seu PPD/PSD, o Partido do Centro Democrático Social (CDS) de Diogo Freitas do Amaral, o Partido Popular Monárquico (PPM), de Gonçalo Ribeiro Telles e o Movimento dos Reformadores, de José Medeiros Ferreira, António Barreto e Francisco Sousa Tavares. A coligação vence as eleições legislativas desse ano com maioria absoluta. Dispondo de uma ampla maioria a apoiá-lo, foi chamado pelo Presidente da República António Ramalho Eanes para liderar o VI Governo, tendo sido nomeado primeiro-ministro a 3 de janeiro de 1980 e sucedendo assim a Maria de Lourdes Pintasilgo", refere a Wikipédia.


 
 
 

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