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Sérgio Gonçalves quer tirar a Madeira da região mais pobre do País

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
26 de fev. de 2022
2 min de leitura

"Temos hoje a região mais pobre do País, com a taxa de risco de pobreza e de privação material severa mais elevada".



Sérgio Gonçalves, o novo líder do PS Madeira defendeu soluções conducentes a um novo ciclo de desenvolvimento que seja capaz de tirar a Região do ciclo de empobrecimento a que ficou votada ao fim de quase cinco décadas de governação do PSD.

No âmbito de uma conferência sobre os desafios estratégicos para a Região, que teve lugar em Santa Cruz, o presidente eleito do PS deu conta dos graves problemas que a Região enfrenta, defendendo medidas públicas de âmbito fiscal, de apoio à criação de emprego e de promoção da coesão social e territorial que respondam a esta situação.

“Temos hoje a região mais pobre do País, com a taxa de risco de pobreza e de privação material severa mais elevada e temos problemas em termos demográficos que decorrem também desta falta de oportunidades”, afirmou Sérgio Gonçalves, apontando igualmente o facto de 88% do rendimento médio mensal da população ativa na Região corresponder ao salário mínimo regional, o que também tem contribuído para que, nos últimos 10 anos, cerca de 17 mil madeirenses tenham saído da Região.

Num documento do gabinete de comunicação dos socialistas, o líder refere, a um outro nível, a necessidade de implementar as alterações ao subsídio social de mobilidade e de instalar os radares no aeroporto. Não obstante a resolução destas questões pendentes com a República (reivindicações que o PS-M acompanha), o dirigente socialista frisou que há outras matérias que só dependem do Governo Regional e que, passados tantos anos, continuam sem resposta, como o plano de contingência do aeroporto e a criação do fundo regional para captação de novas rotas, fatores que seriam determinantes para melhorar as condições de mobilidade e de acessibilidade à Região, quer para os turistas, quer para a população residente.

Na ocasião, o novo presidente eleito do PS endereçou ainda uma mensagem de solidariedade ao povo ucraniano, considerando que o conflito que se vive naquele País, em consequência da invasão russa, é um problema que a todos deve preocupar.

Momentos antes, Oksana Kerekesh, uma cidadã ucraniana a residir na Madeira, agradeceu, de forma emocionada, o apoio e solidariedade que têm sido manifestados pelos madeirenses ao povo ucraniano. Oksana Kerekesh apelou à paz e ao governo russo para que recue nesta ofensiva.



 
 
 

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