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  • Henrique Correia

TAP "aperta o cinto" mas os gestores "alargam"; ordenados de topo sobem


Acontece que o plano de cortes da empresa também abrange os gestores, que levam um corte de 30%. Ganham uma subida para depois levarem o corte. Tudo com "luz verde" do Governo.



Um caso deveras insólito e muito à moda portuguesa. A TAP já entregou, em Bruxelas o plano de reestruturação, que prevê redução de 3 mil postos de trabalho e redução de vencimentos, que vai reduzir despesa para, dizem, tornar a empresa viável, depois de sofrer com os efeitos da crise provocada pela pandemia, mas os administradores são intocáveis em termos de vencimentos.

O Eco faz "eco" de uma situação que deveria merecer a intervenção do Governo...se o Governo não tivesse concordado, como concordou. O presidente executivo interino, Ramiro Sequeira, passa o ordenado de 17 mil euros, brutos, para 35 mil. Miguel Frasquilho, presidente do conselho de administração, sobe 1.500 euros, passa de 12.000 para 13.500 euros. A executiva Alexandra Vieira Reis, passa de 14 mil para 25 mil euros.

O Eco online refere que "a revisão foi feita ainda antes de o Governo ter enviado a Bruxelas a proposta de reestruturação da empresa. Na apresentação pública das linhas gerais do plano e no Parlamento para falar sobre o assunto, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos defendeu que há salários demasiado elevados na TAP e que é preciso reduzir os encargos".

Acontece que o plano de cortes da empresa também abrange os gestores, que levam um corte de 30%. Ganham uma subida para depois levarem o corte. Não é mau. Mau é para os outros. Tudo com "luz verde" do Governo.


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