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Teófilo compara a Aquacultura à produção da carne que as pessoas consomem

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
19 de out. de 2020
2 min de leitura

Secretário regional de Mar e Pescas quer “desmontar algumas mentiras, sempre das mesmas pessoas” sobre a aquacultura, “pessoas que falam sem qualquer conhecimento e fundamento científico”.

"A ciência e a inovação; a educação, formação, cultura e literacia do oceano; a biodiversidade e áreas marinhas protegidas; as pescas, aquacultura, a transformação e comercialização; os portos, transportes marítimos e logística". São estes os eixos da Estratégia Nacional para o Mar 2021/2030, hoje apresentada na Madeira com a presença do ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, numa cerimónia que decorreu na Reitoria da Universidade da Madeira e à qual estiveram presentes, ainda, a diretora-geral da Política do Mar e o secretário regional de Mar e Pescas.

O tema polémico da Aquacultura esteve em foco neste momento, com o governante da Madeira a reafirmar os números que dão conta, por exemplo, que "Canárias, aqui ao lado, faturou 92 milhões de euros em 2019, em dourada e robalo, num total de 16 mil toneladas, a Madeira apenas 5 milhões de euros e pouco mais de mil toneladas. Canárias recebeu 15 milhões de turistas, a Madeira 1,5 milhões".

E Teófilo não se ficou por aqui e lembrou o que está escrito nesta Estrategia Nacional do Mar: “A Região vê com bons olhos no documento agora em discussão pública um reforço na aquacultura, pois esse documento considera a Madeira com maturidade nesta área e afirma que é uma linha de atuação a prosseguir, valorizando e capitalizando o conhecimento adquirido e promovendo efeitos de arrastamento para outros setores, como o turismo e outras atividade offshore.”

E não foi surpreendente que o ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, viesse dar razão às palavras do secretário regional, considerando a Aquacultura “um modelo sustentável”, quer em termos ambientais, quer na preservação e conservação dos oceanos, por todo o circuito beneficiar dos contributos da ciência e investigação.

E segundo uma nota da secretaria, sobre esta iniciativa, Teófilo Cunha disse pretender “desmontar algumas mentiras, sempre das mesmas pessoas” sobre a aquacultura, “pessoas que falam sem qualquer conhecimento e fundamento científico”. E lançou um desafio já na fase de questões dos jornalistas. Comprometeu-se a continuar o trabalho que a sua secretaria iniciou de “esclarecer as populações”, mas aproveitou para lançar alguns desafios: “As pessoas criticam a aquacultura, e a carne que consomem, de frango, vaca e porco, como acham que é produzida?”

O secretário regional, com o ministro a ouvir, focou outro tema que afeta a região, a frota pesqueira e a respetiva modernização: Teófilo Cunha lamentou que o sector das pescas esteja sujeito às “entropias” da União Europeia, e explicou porquê: “Possuímos uma pesca artesanal, nas mais variadas espécies capturadas, temos quotas de captura que cumprimos, limites para a potência dos motores e arqueação bruta das embarcações, e depois quando pretendemos equipar ou substituir embarcações por outras mais evoluídas, com melhores condições a bordo, são levantados inúmeros obstáculos.”

 
 
 

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