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Teófilo foi a Santana tentar o "xeque mate" do CDS ao aliado da governação, o PSD

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
2 de out. de 2021
2 min de leitura

Assembleia Municipal sem maioria absoluta motiva "corrida" de CDS e PSD para ver quem chega primeiro nas negociações. Relato do DN sobre intervenção de Teófilo Cunha, secretário regional, está a surpreender estruturas.




Já se sabia que as eleições autárquicas do passado domingo poderiam trazer algum desconforto na coligação governamental regional PSD/CDS, em função de algumas situações em que os dois partidos assumiram concorrer sozinhos por confronto com outras realidades, como o Funchal por exemplo, onde fizeram campanha lado a lado e onde os dois partidos eram "obrigados" a uma articulação ao nível do discurso.

Já se sabia, também, que Rui Barreto e Miguel Albuquerque iam ter dificuldades de entendimento, situação normal mo contexto, em Santana, Câmara de Lobos e Calheta, sobretudo estes concelhos, onde foi necessário, por vezes, estabelecer declarações mais contundentes, como aquela de Barreto chamar de vaidoso ao candidato do PSD em Câmara de Lobos, sendo que nunca se ficou a saber quais as consequências no sentido de causa/efeito, mas apenas os resultados e os factos: PSD esmagou e CDS perdeu o único vereador na estrutura autárquica.

Mas Santana foi outra conversa. Sabia-se a dificuldade, mas a vitória do CDS era garantida. O que não se sabia era que ia dar que falar com o facto do CDS não ter maioria absoluta na Assembleia Municipal. Tem 10 deputados, o PSD 9 e o PS 2. E agora? Agora, relata o Diário, tanto PSD como CDS andam numa azáfama para ter o PS do seu lado, qual fiel da balança para garantir a governação do principal órgão autárquico. Negociação renhida e se calhar governação renhida para o futuro.

Mas o que o DN coloca no terreno é a "intromissão" de um secretário do Governo PSD/CDS, no caso Teófilo Cunha, antigo presidente da Câmara de Santana, que andará metido em reuniões secretas para "arrumar" com o PSD, com quem se senta à mesa para governar a Região. De um lado Teofilo governante a elogiar o PSD, do outro Teófilo negociador do CDS a tentar "passar a perna" ao PSD, que por sua vez andará a ver se reage, também com o PS, através de influências locais, designadamente o diretor regional das Comunidades à cabeça, mas que foi insuficiente para vencer este confronto autarquico, muito diferente dos tempos da hegemonia social democrata no concelho.

Do ponto de vista do Governo Regional, certamente que a confirmar-se esta "diligência" do secretário do CDS, não deixa de constituir algum incómodo. Se relativamente à governação, a conjugação de interesses aconselha a prudência e tolerância com estas situações, o mesmo não acontecerá com as estruturas locais, onde a gestão fica mais difícil. E sobretudo para o PSD, que perdeu e não estará disponível para aceitar pacificamente a interferência de um "companheiro" de rota governamental a "estragar" o negócio que possa equilibrar as forças, o CDS a mandar na Câmara e o PSD na Assembleia Municipal, por acordo com o PS.

Prevê-se um período quente naquele concelho a norte. Mas certamente não é este episódio que vai abalar o entendimentos na coligação Regional. Mesmo que na noite eleitoral, tanto PSD como CDS tenham chamado a si diferentes interpretações de vitória. Cada um à sua maneira atingiu os objetivos. Menos o CDS em Câmara de Lobos ou o PSD em Santana.

 
 
 

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