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Trindade denuncia que easyJet tira "flexibilidade" nas tarifas passíveis de subsídio de mobilidade

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
8 de nov. de 2020
2 min de leitura

Companhia publicita no seu site que a garantia de flexibilidade "é aplicável a todas as tarifas e pode reservar sabendo que se os planos mudarem o voo também pode mudar"


António Trindade, hoteleiro madeirense ligado ao grupo Porto Bay, veio hoje a público denunciar uma situação relacionada com a operação da companhia "low cost" easyJet, apelando à intervenção das entidades com responsabilidades no poder no sentido de rever a situação. Explica ter sido informado "que a Tarifa Flex da Easyjet- maior flexibilidade para mudar voo - não integra o quadro de tarifas passíveis de atribuição do subsídio de mobilidade para os residentes na Madeira. Num momento que atravessamos, em que a flexibilidade de horários é fundamental para as deslocações entre o Continente e a Madeira e em que uma companhia como a Easyjet tem sómente classe económica, que sentido é que faz uma restrição como esta ?"Trindade acrescenta: "Mais uma vez, apelo para que os nossos representantes nos diferentes orgãos do poder, actuem junto das "burocracias" incompetentes e mal informadas, até porque estas. Pequenas mas importantes ações, não carecem de Revisão Constitucional".

Num post colocado na sua página do Facebook, António Trindade reforça críticas a este modelo de mobilidade em vigor, adiantando que a culpa é de "quem criou este modelo e de quem não teve a coragem de mudá-lo na devida altura".

Relativamente à easyJet, a companhia faz publicidade, no seu site, daquilo que chama a garantia de flexibilidade, precisamente consciente, como refere, que a flexibilidade "é exatamente o que os nossos clientes precisam quando planeiam as suas viagens, por isso introduzimos a garantia de flexibilidade", assegurando que esta flexibilidade "é aplicável a todas as tarifas e pode reservar sabendo que se os planos mudarem o voo também pode mudar". A easyJet explica que pode ser alterado qualquer voo, destino e data, sem pagar taxa de alteração, até 14 dias antes da partida. Só se a nova tarifa for mais alta, é que paga a diferença".

Se as condições as medidas adotadas pelos governos vierem a sofrer alterações, a easyJet também diz que compensa removendo a taxa de alteração mesmo dentro dos 14 dias da partida, solicitando apenas que o passageiro altere a passagem dentro do período em que foram anunciadas essas mesmas alterações.

 
 
 

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