Trindade pergunta à República sobre a mobilidade nas "Opções": e as Regiões e os Cidadãos Insulares?

Não são suficientes as abordagens casuísticas, ora de uma redução mínima das taxas do IVA, IRS e IRC, ora de um subsídio de transporte

Socialista assumido, figura de topo do grupo hoteleiro PortoBay, homem ligado desde sempre ao Turismo, nem sempre consensual e também esse não seria certamente o seu objetivo. As opiniões são, isso mesmo, opiniões. Estas, as de António Trindade, porque se reconhece conhecimento sobre a realidade do setor na Região e das diferentes realidades, no resto do País e pelo mundo, tornam-se particularmente de interesse público, para mais numa conjuntura em que se debate a retoma e em que todos os apoios são poucos para tentar segurar empresas e postos de trabalho.
Hoje, Trindade falou sobre as Grandes Opções para o Futuro de Portugal 2021-2027, apresentadas ontem por Costa e Silva, questionando sobre a falta de referência as Regiões, à insularidade, aos cidadãos insulares. O plano Costa e Silva é de Recuperação e Resiliência, mas coloca as ilhas noutro tabuleiro.
Por isso, Trindade começa por dizer qye "no rescaldo da apresentação de ontem do Prof. Costa e Silva sobre as Grandes Opções para o Futuro de Portugal, o transporte ferroviário assumiu posição de relevo nas estratégias apresentadas. Algo que subscrevo e defendo há muitos anos, olhando não só para as facilidades que já são colocadas ao Cidadão do centro e norte da Europa, como também pela assertividade que essa medida representará na nossa aproximação aos grandes eixos de distribuição para a Europa, já existentes em Espanha.
Tendo em consideração que o objectivo destas opções visa garantir uma maior e mais eficiente mobilidade e uma maior abrangência territorial de oportunidades de desenvolvimento, não posso deixar de aqui questionar : E as Regiões e os Cidadãos Insulares ?"
A esta questão, que o hoteleiro deixa desde a ilha para Lisboa, é acrescida a observação de que a mobilidade e as acessibilidades formam um tema "muito querido dos cidadão insulares e que o Estado tem de assumir de uma forma solidária e abrangente. Não são suficientes as abordagens casuísticas, ora de uma redução mínima das taxas do IVA, IRS e IRC, ora de um subsídio de transporte ( inacessível a quem não é residente) , ora...."
Escreve dizendo que "há que aproveitar esta oportunidade para a consolidação de comportamento solidário e expresso num levantamento profundo e exaustivo de oportunidades que possam gerar riqueza para a Região e para o Estado e que.... uma ligação ferroviária, por inexistente, não resolve.
O aumento substancial de turistas portugueses à Madeira, durante este Verão, é um pequeno sinal de que, apesar das circunstâncias que atravessamos e dos preços muitas vezes exorbitantes do transporte aéreo, há uma vontade grande dos portugueses em "viver" todo o seu País"



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