Turismo britânico representa 27% do total na Madeira; perdas irreparáveis

Se o Reino Unido estiver de boa fé, a Madeira pode figurar na lista verde. Se estiver de boa fé...



A importância do turismo britânico é de tal modo relevante, para a Madeira (27% do total) e Algarve (37%), que as perdas resultantes da decisão do Reino Unido de retirar Portugal da lista verde não podem ser compensadas no curto ou médio prazo. É irreparável, para mais neste período em que ocorre a retoma depois do confinamento em função da pandemia da Covid-19.
A verdade é que a situação apanhou de surpresa tanto turistas como os governos, nacional e regional, sendo que a falta de rigor nesta avaliação britânica, ainda que os casos estejam a aumentar em Portugal, parece configurar uma atitude britânica, que até parece ter deixado passar a festa da final da Champions para, de imediato, colocar Portugal fora da lista, havendo mesmo quem admita este comportamento no quadro do Brexit. Poderá não ser, mas até poderá ser.
Será tempo, porventura, de uma estratégia turística virada para outros mercados, que não dependa tanto dos britânicos, ainda que uma solução dessa natureza tenha um reflexo no tempo maior e não no imediato. E sabemos como o turismo está a precisar do imediato, de mercados já trabalhados, para que a recuperação possa começar já. Não há tempo para esperar mais, sendo por isso esta decisão do Reino Unido um forte golpe na recuperação do nosso mercado turístico.
A verdade é que nos últimos dias, sobretudo o Funchal, já vinha registando um movimento turístico apreciável, em grupos, com guias, numa realidade há muito ausente e com a esperança de vida para quem trabalha no setor e que já desesperava com o prolongamento da crise e a falta de horizontes.
Agora, é esperar pelo (quase) impossível, ou seja, que o Reino Unido separe a Madeira do espaço continental português, e possa manter-se na lista verde de viagens seguras. Se o Reino Unido estiver de boa fé, poderá ser isso que vai acontecer. Se estiver...



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