Uma conferência duas resoluções depois para explicar melhor os testes

A inexistência de informação detalhada, devido à suspensão dos relatórios diários na forma anterior, lançou questões e especulações sobre a existência de 14 mortos na Região em 4 dias. Para Pedro Ramos, o problema está nos critérios.

Duas resoluções depois, o Governo Regional sentiu necessidade de vir explicar o que diz a segunda resolução, que retificou a primeira relativamente à apresentação de certificado de vacinação para entrar em eventos, além da política de testes. A convocatória da conferência no próprio dia, para mais com o significado institucional da presença de três secretários regionais, indiciando a existência de factos e informações novas, permitiu criar alguma expetativa.
Afinal, foi para clarificar o que se dizia nas duas resoluções, sobretudo na segunda, que em vários pontos, alterou a primeira. De alteração em alteração, o Governo Regional considerou útil explicar a retificação.
E assim, ficámos a saber o que já se sabia sexta-feira, que a obrigatoriedade de apresentar certificado de vacinação com reforço e sem isso um teste pago, tinha caído. Era muito difícil se fosse para aplicar, sendo que apenas 40% da população tem regime completo com reforço. O Governo não viu à primeira, mas viu à segunda e explica melhor à terceira. Afinal, só é necessário certificado vacinal iniciado, o que abrange 90% das pessoas. Só quem não tem nem uma dose é que precisa de teste.
Na Educação, "quem não tem nenhuma dose de vacina precisa de pagar um teste rápido, mas só para atividades fora do contexto escolar. Na Saúde, as visitas serão testadas todas as semanas, sendo o teste pago pela Região. Nos restantes casos, restaurantes, espetaculos, desportivos e culturais, o teste é pago pelas pessoas. Mas só faz teste se não tiver iniciada a vacinação.
Quanto aos óbitos, o secretário regional deixa dúvidas sobre interpretação acerca dos critérios para a mortalidade, se devem ser dados como mortos por Covid-19 ou mortos por outras doenças mas com teste positivo.
Esta posição vem a propósito da Região ter passado, num curto espaço de tempo, para 178 óbitos, sendo que desde o último relatório, altura em que a informação detalhada foi suspensa pela autoridade de saúde, a Região passou de 164 para 178. O que na prática significou 14 mortos em quatro dias, muito para a Madeira. E muitas dúvidas e especulações, próprias da falta dessa informação detalhada por parte da Região.



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