Vereador vai falar com a polícia. Deviam ir todos, Governo e Câmaras

Não é a dizer que está tudo controlado que vamos controlar as coisas

A criminalidade na Madeira está a mudar. E é preciso “acordar” enquanto é tempo. Sucedem-se as notícias, confirmadas pelas informações policiais, sobre situações de criminalidade que nos últimos tempos têm ocorrido na Região, um pouco por todo o lado, algumas delas com caraterísticas nunca antes observadas, relativamente ao modo de operar por parte dos autores.
Não é que surpreenda a existência de mais casos, talvez a surpresa seja mesmo a forma de alguns processos, revelando que os cidadãos já não podem andar tão descansados como andavam e as polícias não podem continuar à vontade como estavam, pensando que para controlar um certo estado de coisas, ao nível do crime, é suficiente dizer muitas vezes que a situação está controlada.
E porque é que não surpreende? Pela simples razão de todos já termos percebido que a pandemia trouxe uma realidade nova à segurança, pelo menos da cidade do Funchal, sem alarmismos, mas com a objetividade suficiente para avaliar o problema do ponto de vista do que é real e não do ponto de vista do que é politica e policialmente correto. São patamares diferentes, a realidade permite-nos verificar uma cidade com vários focos de instabilidade, mais pedincha, mais sentimento de insegurança face a alguns comportamentos públicos, à luz do dia, não obstante a existência, para sermos verdadeiros, de um policiamento de maior proximidade, com agentes a pé e de bicicleta, bem como com a BIR a ocupar vários pontos da cidade em diferentes horas. Mesmo assim, é o que é e sente-se, qualquer cidadão sente e é preciso fazer qualquer coisa em relação a isso.
Não podemos varrer para debaixo do tapete as nossas vulnerabilidades sociais e económicas, e é preciso resolver o problema a vários níveis. A situação agravou-se sobretudo no pós confinamento, que trouxe um enquadramento muito diferente ao nosso dia a dia e levou-nos a ter uma outra atitude perante a conjuntura que leva a mais furtos, até a sequestros e a vários episódios de violência, não só no Funchal, mas por exemplo, e com alguma frequência em Câmara de Lobos, um concelho a merecer uma particular atenção, por parte das autoridades, atendendo a que nos últimos anos vinha desenvolvendo um trabalho de recuperação de imagem que não pode, de forma alguma, ser destruído por situações, esperemos, que conjunturais.
O CDS Madeira, parceiro do PSD na coligação governamental, revelou hoje que o vereador em Câmara de Lobos quer falar com a polícia para analisar aumento da criminalidade. Amílcar Figueira mostra-se apreensivo com este desenrolar de situações que podem deitar por terra todo um trabalho feito na consolidação da imagem do município como um concelho seguro para quem lá reside, bem como, para quem o visita.
Nessa qualidade, solicitou, hoje, ao Comandante da Divisão Policial de Câmara de Lobos, Sub-Intendente Isaque Chaves, uma audiência para abordar este e outros assuntos relacionados com a segurança da população do concelho de Câmara de Lobos.
Faz muito bem. E já agora, podia fazer pressão, por estar em condições para isso, para que o Governo fosse junto. E a Câmara de Câmara de Lobos. Já agora, as Câmaras da Região. O combate à criminalidade, numa terra de Turismo, é uma questão global, Regional. E para questões globais, intervenções globais. Há momentos em que os partidos valem pouco em função de um interesse Maior: Madeira.



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