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Vereadores desconheciam recurso do Lidl sobre o primeiro chumbo

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
17 de set. de 2022
2 min de leitura

Miguel Gouveia: "Os pareceres internos da CMF, que sustentam o chumbo ao Projecto, foram emitidos em data posterior à decisão do chumbo, em Junho e Agosto".



Miguel Gouveia, o anterior presidente da Câmara do Funchal, veio hoje a público deixar algumas dúvidas relativamente à renovação do chumbo dado pela Autarquia ao projeto do grupo Lidl para o quarteirão da Madeiea Wine, no conhecido Largo da Cruz Vermelha. O argumento é o congestionamento de trânsito que já neste momento é realidade problemática naquela zona, mas Miguel Gouveia quer esclarecer e acha estranho que estando em causa um investimento desta natureza, com uma compra de 5 milhões de euros, não tenha sido alvo de abordagem e entendimentos prévios, além de que deixa algumas reticências ao recurso daquele grupo investidor interposto após um primeiro chumbo do vereador.

Miguel Gouveia escreve que "o polémico processo em torno do chumbo do vereador PSD na CMF ao projecto do LIDL para a implantação de um espaço comercial no antigo prédio do Madeira Wine tem muitas pontas soltas".

O anterior líder camarário refere que "os mesmos governantes que, em Novembro último, se vangloriavam pelo investimento de 100 Milhões de euros inerente à vinda a cadeia LIDL para a Madeira, agora chumbam-lhes os planos em Maio deste ano...Não é habitual que uma entidade da dimensão do LIDL coloque um recurso hierárquico, em Junho, contra a decisão do vereador, quando normalmente os projectos desta magnitude são "pré-aprovados" para evitar dissabores".

Miguel Gouveia revela que "o recurso hierárquico é votado, na reunião de câmara de Setembro, sem que os vereadores tivessem conhecimento do mesmo e a maioria PSD recusa o adiamento por uma semana para permitir a análise completa do processo...Os pareceres internos da CMF, que sustentam o chumbo ao Projecto, foram emitidos em data posterior à decisão do chumbo, em Junho e Agosto...Estes únicos documentos disponibilizados à Confiança, que sustentam os argumentos do chumbo encontram-se os riscos de movimento de vertentes (escorregamentos de terras) e de cheias e o elevado tráfego que provocaria no centro da cidade".

O anterior presidente atual vereador da Confiança acrescenta que "muitos destes argumentos inviabilizariam a maior parte dos projectos no centro histórico da cidade, nomeadamente o próprio parque de estacionamento para 1500 lugares prometido pelo actual edil para a Praça do Município...Mais estranho é o facto, conhecido numa notícia veiculada pela comunicação social no próprio dia da reunião em que discutiria o recurso ao chumbo, da venda do prédio pelo valor de 5 milhões de euros no mês de Agosto, data em que o comprador estaria ciente da decisão de chumbo ao projecto...Depois de, durante todas estas informações, não se conhecer a versão do promotor, vem a LIDL informar por nota escrita que mantém o interesse em instalar um espaço comercial no prédio adquirido".


 
 
 

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