Voleibol: a modalidade que aposta em árbitras e paga em notas antes dos jogos
Os árbitros chegam ao pavilhão, fazem a vistoria do recinto, vão equipar-se e entra o Delegado - que pode ser o treinador - da equipa da 'casa', com notas na mão para fazer o pagamento à dupla de arbitragem.

Não é habitual termos senhoras a arbitrarem jogos decisivos nas competições desportivas, sobretudo masculinas. Mas isso acontece no voleibol, como foi exemplo no último fim-de-semana em que as primeiras partidas do play-off decisivo na luta pelo principal título português foram dirigidas por mulheres: Teresa Figueira (Esmoriz 1-Benfica 3) e Sandra Deveza (Sporting 0-Fonte Bastardo 3) - por esta ordem nas fotos. Mais uma curiosidade na arbitragem do voleibol: o pagamento aos árbitros. Pagamentos esses feitos pelo clube da 'casa' antes dos jogos começarem. Pagamento em notas... Ou seja, os árbitros chegam ao pavilhão, fazem a vistoria do recinto, vão equipar-se e entra o Delegado - que pode ser o treinador - da equipa da 'casa', com notas na mão para fazer o pagamento à dupla de arbitragem. E muitos árbitros já com o recibo verde preenchido... Imagine-se se isto acontecia, por exemplo, no futebol?! Isto para além das naturais taxas de arbitragem pagas à Federação, pagamento feito em tranches, valores dos quais são retiradas as verbas para as 'ajudas de custo' às arbitragens .



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