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  • Henrique Correia

Voto contra mas (ainda) posso falar


É este o posicionamento de Miguel Albuquerque. A Madeira quer entrar nas contas do Orçamento de Estado mas falta Costa estar interessado. "Até ao lavar dos cestos é vindima", diz o povo.




Miguel Albuquerque está mais ou menos no sim, não e talvez relativamente ao Orçamento de Estado. O documento, tal como está, não serve à Madeira. Mas há sempre uma porta aberta para a negociação envolvendo os deputados do PSD Madeira na Assembleia da República. Nas contas gerais, os 3 votos da Madeira, os 3 do PAN e as duas deputadas únicas dariam luz verde ao OE.

Na página do Governo é referido que "Miguel Albuquerque reitera que está sempre disponível para trabalhar e colaborar para o bem do País, levando em linha de conta aqueles que são os direitos primaciais e fundamentais da Madeira. Mas, este Orçamento de Estado, tal e qual está configurado, não responde aos interesses da Região, nem do País.

Neste sentido, diz que os deputados do PSD da Madeira vão votar contra, salvo conversa de última hora que garantisse a reposição de justiça para com a Região e o cumprimento do princípio de coesão económica e social e, ainda, de um quadro que expurgasse este OE de medidas que prometem levar o País à ruína.

Albuquerque já tinha afirmado ontem, relativamente ao apoio no Orçamento de Estado, que rstava disponível para falar, tendo como contrapartida alguns assuntos pendentes entre os 13 enviados ao Governo da República.

Destas 13 reivindicações constam o "ferry", os 50% do novo hospital retirando das contas o património dos hospitais Dr. Nélio Mendonça, a regulamentação do modelo de mobilidade e as dívidas de Lisboa à Região.

Miguel Albuquerque lamenta que "os derrotados das Autárquicas, que são o BE e o PCP, estejam a chantagear o País e a quererem levar o País à ruína, apresentando medidas que são incomportáveis no atual quadro legislativo e face à crise que está no horizonte".

O presidente do Executivo e líder do PSD-M diz que ninguém falou consigo, nem sequer o Presidente da República sobre o assunto. "Estou sempre disponível para conversar seja com quem for…. Em qualquer momento!" lembrou.

Albuquerque a atual crise nada tem a ver com a Madeira». "Nós temos um governo estável!"

Por tudo isto, defende que "se é para se chegar a esta situação, se é para levar o País para uma situação insustentável, é melhor haver uma clarificação política e dar a voz ao povo», ou seja, ir para eleições".

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