É melhor apoiar as empresas do que alocar verbas para o desemprego

É fundamental percebermos que não estamos numa situação de normalidade».

A OMS recomenda que não se cumprimente com o cotovelo. E Albuquerque, se calhar já encontrou alternativa: punho a punho
A Região vai concentrar todos os seus recursos em duas direções: na salvaguarda da Saúde e da vida da população; nas empresas, nas famílias e nos empresários em nome individual. Foi essa a promessa do presidente do Governo Regional durante a inauguração da empresa DES Crédito, localizada no Caniço.
Este princípio, avançado por Miguel Albuquerque, está correto do ponto de vista da intenção de salvaguarda dos postos de trabalho. O problema que se põe é se o tecido empresarial não responde a essa manutenção e procede a ajustamentos, mesmo depois de receber apoios, o que na prática vai dar ao mesmo, ou seja engrossar as fileiras do desemprego.
"Mais vale apostarmos na manutenção das empresas, mesmo com fundos de comparticipação a fundo perdido, do que estarmos depois a alocar recursos para o desemprego e para fazer face àquilo que seria uma devastadora situação do ponto de vista social e económico», explicou Albuquerque.
"Se todos cumprimos com as medidas profiláticas, de distanciamento social, necessárias, com as regras, vamos conseguir compatibilizar a existência de uma situação pandémica, que se está a agravar a nível internacional e nacional e que aqui está controlada, com a retoma gradual da Economia», perspetivou.
Para tal, salientou, «é fundamental percebermos que não estamos numa situação de normalidade».



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