Élvio "prepara" JPP para escolhas que vão dar descontentes
- Henrique Correia
- há 9 horas
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"Por mais descontentes que se venham a juntar, o processo terá um crivo duplamente democrático e plural...Nunca será a vontade de uma única pessoa".

O JPP está a preparar as escolhas que visam encontrar os candidatos para as eleições autárquicas deste ano, sendo que Santa Cruz, o "bastião" do partido em matéria de Poder Local, apresenta-se como a missão mais complexa em função do limite de mandatos de Filipe Sousa, o que leva a encontrar um novo candidato. Élia Ascensão, presidente na suspensão de mandato de Filipe Sousa, eleito para a Assembleia da República, disse estar disponível e foi mais longe ao demonstrar a sua decepção se não for a escolhida.
Hoje, num escrito publicado na rede dita social Facebook, Élvio Sousa, a "cara" da decisão partidária, parece fazer uma espécie de preparação para eventuais "descontentes", o que poderia encaixar numa escolha que não envolva Élia Ascensão, até porque a consulta aos militantes está feita e o resultado, que se desconhece, pode ir nesse sentido de outra escolha. Por isso, Élvio Sousa é cuidadoso mas direto nas palavras e se não é um "recado" com direção certa, parece: "Nunca será a vontade de uma única pessoa". Numa publicação abrangente, lembrando o percurso do JPP e a eleição para a Assembleia, o responsável do partido escreve sobre as autárquicas:
"Neste momento estamos a recrutar quadros para o projeto autárquico. Um processo que se deseja calmo e interno.
A escolha democrática das candidaturas é sempre um processo complexo. De igual modo são também a escolha de pessoas para os órgãos deliberativos.
De todo o modo, por mais descontentes que se venham a juntar, o processo terá um crivo duplamente democrático e plural, que passa pelos órgãos municipais aos nacionais. Nunca será a vontade de uma única pessoa. O coletivo e a maioria terão sempre a sua razão, goste-se ou não se goste. É a democracia".
Élvio Sousa recorda, ainda, o resultado das eleições nacionais:
"Domingo passado, dia 18 de maio, conseguimos levar o JPP à Assembleia da República. É o primeiro partido nacional criado na Madeira, autonomista e popular, a chegar a São Bento. Uma conquista merecida.
Para chegarmos aqui foi um passo de cada vez.
Em 2008, foi ensaio do Movimento PPG na Freguesia de Gaula. Em abril de 2009 a fundação do grupo de cidadãos eleitores Juntos Pelo Povo para a candidatura às eleições municipais.
A vitória em Gaula, e a retirada da maioria absoluta na
Câmara Municipal de Santa Cruz deu ânimo à continuidade do projeto cívico. Em 2013 a conquista do município e em 2015 a transição para partido consolidou o movimento e despertou as responsabilidades governativas.
A luta pela sobrevivência da denominação, do símbolo e da “marca” foi decisiva para o registo a partido. Tudo o que se disser longe dessas causas é incorreto e errado. Os fundadores bem conhecem.
O Juntos pelo Povo é herdeiro de um projeto basista, popular, não erudito e construído nas bases cívicas, aliás como preconiza a Constituição da República Portuguesa".
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