Albuquerque "foge a sete pés" da venda do Hospital
- Henrique Correia

- há 1 hora
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Presidente do Governo Regional reafirma que o futuro do "Nélio Mendonça" só se põe depois de 2030. "Para evitar confusões, digo que não vou ser eu que vou fazê-lo..."Quanto aos terrenos, são da Região mas não estão registados.

O presidente do Governo Regional não quer ouvir falar da venda do Hospital Dr. Nélio Mendonça. Já falou e quando falou não se deu lá muito bem, as críticas sucederam-se e foi obrigado a inverter a marcha do discurso para não falar em recuo, que ficaria assim a puxar para incomodativo do ponto de vista político.
Pouco tempo depois de dizer que o Hospital era para vender - o que nem era novidade atendendo a que o Governo de António Costa já tinha proposto essa venda no compromisso de transferência de 50% do novo Hospital Central e Universitário, em construção - Miguel Albuquerque veio esclarecer que essa intenção não era para já, remeteu para depois de 2030, que poderia nem acontecer e nem seria com ele na presidência do Governo. Ou seja, Albuquerque estaria a sugerir que em 2030 não seria chefe do Governo, o que poderia indiciar que não se recandidataria a novo mandato. Uma retórica política para dizer que a venda do Hospital Nélio Mendonça foi para a gaveta.
Hoje, à margem da visita à empresa de construção civil Francisco Sá Leão, Albuquerque reafirmou que o futuro do hospital só deverá ser analisado depois de 2030. Como diz o povo, "foge a sete pés" do assunto venda, muito menos associada ao seu nome.
Mas agora, põe-se o problema do registo Predial, que não está feito e que para vender é preciso fazê-lo. Albuquerque garante que os terrenos são da Região, ao contrário do que revelou o Diário, nas admite haver um problema de registo, que deverá ocorrer futuramente, mas não tem pressa. Ou seja, os terrenos não estão registados como sendo da Região e, sim, é verdade que o Hospital não poderia ser vendido sem esse registo. "Vai ser feito", diz Albuquerque. "Temos outras prioridades, temos outras propriedades para registar de forma mais urgente".
Relativamente à empresa que vositou, Miguel Albuquerque diz que a empresa “Francisco Sá Leão” é um bom exemplo de que estar sediado na Região não é empecilho à entrada no mercado nacional ou no mercado internacional.
O líder madeirense referia-se à atividade da empresa fora da Madeira, em território nacional (Continente e Açores) e em Espanha.




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