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Madeira não tem o Estatuto revisto e Ireneu não sabe porquê

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • há 13 minutos
  • 2 min de leitura


O Representante da República disse, à RTP-M: "O que se diz do Representante da República, Maomé não dizia do toucinho. Passo por cima dessas críticas".




O Representante da República na Madeira deixou hoje, na RTP-M, declarações de relevo relativamente a assuntos de peso para a Região, designadamente o Modelo de Mobilidade Aérea ("estou preocupado"), cuja discussão das alterações ocorre esta quarta-feira, mas também sobre a existência do próprio cargo e o Estatuto Político-Administrativo da Região, que afinal, ao contrário do que tem sido "vendido", não necessita de alteração da Constituição para ser alterado. A razão pela qual ainda não foi, é para refletir fora desta entrevista de Ireneu Barreto, que se interroga sobre essa inércia num assunto tão pertinente.

"Não ligo às críticas. Todos os dias fazem críticas e adjetivam o cargo Se eu fosse ligar às críticas, não saía do Palácio e ainda saio. O que se diz do Representante da República, Maomé não dizia do toucinho. Passo por cima dessas críticas". Foi assim que Ireneu Barreto reagiu quando o jornalista o questionou sobre a contestação ao cargo. Defende a existência do cargo e a alternativa, pior, seria a criação da figura do presidente da Madeira, mas poderia criar alguns problemas.

Para o Representante, o cargo é importante no contexto de relação institucional com a República. Sai de consciência tranquila, admite alguns erros, mas deixa claro que, por razões pessoais, não pode continuar se houvesse porventura essa possibilidade. Deixa o cargo e a Região depois de um longo período em que passou por várias crises políticas.

Ireneu Barreto diz que em momentos de crise, que ocorreram na Região, se não houvesse o Representante a situação poderia ter sido diferente. Não clarificou esta posição, mas a fragilidade da situação, na altura, explica a necessidade e relevância de um interlocutor na Região e não em Lisboa. O mandato foi marcado por vários momentos importantes, mas o mais difícil foi a COVID-19.

Um dos assuntos abordados relaciona-se com o Estatuto Político-Administrativo da Região. E a este propósito, Ireneu tem uma dúvida: "Nunca percebi a razão de não rever o Estatuto. Os Açores fizeram". Dizem que essa alteração aguarda pela Revisão Constitucional, argumenta o jornalista. Mas Ireneu responde: "Para quê? Os Açores não esperaram. O Estatuto da Região ainda fala no Ministro da República, não faz sentido".


 
 
 

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