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  • Henrique Correia

Recuperada uma centralidade de verão na Madalena do Mar


As obras terminaram e o sol fez o resto para chamar as pessoas. No ar, ainda, a polémica construção do espaço de restauração que a Sociedade Ponta Oeste vai colocar à concessão.









A Madalena do Mar continua numa curva ascendente de popularidade, sendo hoje muito procurada nas suas diferentes centralidades de verão, através dos bares de diferentes conceitos na longa marginal, onde a praia chama e o negócio faz-se.

Com o primeiro passo a ser dado pelo restaurante Cada da Pedra, que há alguns anos decidiu montar um espaço na praia, com um conceito próprio destes espaços dos dias e das noites de verão, a Madalena foi sendo "descoberta", a tal ponto de assistirmos, este ano, a um aumento dos espaços, a que se junta a recuperação da zona balnear sob tutela da Sociedade de Desenvolvimento e que foi parcialmente destruída pelo temporal do 20 de fevereiro.

Por estes dias, com o restaurante já construído à entrada da promenade, terminado apesar da polémica que opõe o Governo à Câmara da Ponta do Sol, que se queixa pelo facto do restaurante ter sido construído, para ser concessionado, em terreno que a Autarquia afirma ser seu, de todos os munícipes da Ponta do Sol para sermos mais exatos. A Autarquia embargou a obra, mas o Governo fez aprovar uma resolução onde atribui à Ponta Oeste a concessão por 30 anos. O Executivo atribuiu "a concessão de exploração da parcela de domínio público hídrico sita na Frente Mar da Freguesia da Madalena do Mar, pelo prazo de 30 anos, com a área de 10.733 m2, à Ponta do Oeste – Sociedade de Promoção e Desenvolvimento da Zona Oeste da Madeira, S.A., tendo por objetivo a sua gestão, administração e utilização".

Neste sábado de agosto, o último sábado deste que é o mês de excelência do verão, registou-se casa cheia, sem ser uma enchente. Mas as obras levadas a efeito, incluindo no pontão que se encontrava muito degradado, permitiu constituir um atrativo para chamar os banhistas, que ainda dispõem de dois espaços de restauração, em pleno funcionamento, enquanto se aguarda que seja concessionado o espaço construído pela Sociedade de Desenvolvimento.

Esta requalificação envolveu um custo elevado, de 6,7 milhões de euros, além de ter sido uma obra com um elevado grau de dificuldade, durou ano e meio, com o alargamento da ribeira, a construção de muros, visando essencialmente, como disse Miguel Albuquerque em setembro de 2020, a segurança das casas e das pessoas.

Seguiram-se as obras do pontão e das zonas ajardinadas, no valor de 400 mil euros.

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